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36 641 sismos em Portugal desde 1915.

O maior teve magnitude 7,8, a 28/02/1969, Azores-Cape St. Vincent Ridge.

Por cada sismo de magnitude 3, há cerca de 4 de magnitude 2.

É a lei de Gutenberg-Richter: os sismos pequenos são muito mais frequentes. Neste período, o valor b é 0,61 (± 0,00), com 19 506 sismos acima de magnitude 2,2. A este ritmo, um sismo de magnitude 5 ou mais em Portugal ocorre em média a cada 3 meses.

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A magnitude de completude (Mc) é a menor magnitude acima da qual o catálogo regista praticamente todos os sismos; estima-se pela curvatura máxima da distribuição, mais 0,2.

O valor b calcula-se por máxima verosimilhança (Aki-Utsu) com os sismos acima de Mc, e a incerteza pelo método de Shi e Bolt.

Os períodos de retorno saem da mesma lei, ajustada aos sismos acima de Mc. São médias de longo prazo, não previsões: dois sismos fortes podem ocorrer com dias de intervalo e depois passarem décadas sem nenhum.

Reamostrando o catálogo 100 vezes, o valor b fica em 0,61 ± 0,01.

Um só sismo, o de magnitude 7,8 a 28/02/1969, libertou 86% de toda a energia desde 1915.

No total, cerca de 8,8 milhões de toneladas de TNT. A energia cresce cerca de 32 vezes por cada ponto de magnitude, por isso os sismos pequenos quase não contam.

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A energia de cada sismo estima-se a partir da magnitude com a relação de Gutenberg-Richter, log₁₀E = 1,5·M + 4,8 (E em joules). Uma tonelada de TNT são 4,184 GJ.

A curva soma a energia libertada por todos os sismos, por ordem de ocorrência.

Metade dos sismos ocorreu a menos de 10 km da superfície.

50% ocorreram nos primeiros 10 km da litosfera. Os sismos superficiais sentem-se mais perto do epicentro, mesmo com magnitude baixa. Em 5283 sismos, a profundidade não foi determinada.

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Profundidade do hipocentro, o ponto onde a rotura começa, medida a partir da superfície.

Quando uma rede não consegue calcular a profundidade, fixa-a num valor (em geral 0 km). Esses sismos contam como profundidade não determinada e ficam fora do gráfico e da mediana.

A que horas ocorrem os sismos.

Contagem por hora local. A linha tracejada mostra quantos haveria em cada hora se se distribuíssem ao acaso ao longo do dia.

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Contagem por hora local do epicentro (hora de Lisboa).

As explosões em pedreiras, feitas em horário de trabalho, podem aparecer no catálogo como sismos.

Em 1969, o catálogo só registava com segurança os sismos acima de magnitude 4,0. Em 2026, a partir de 2,2.

Com mais estações e melhores redes, os sismos pequenos passaram a ser registados. Por isso as contagens de anos diferentes não se comparam diretamente.

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Para cada ano, a magnitude de completude estima-se pela curvatura máxima da distribuição de magnitudes, mais 0,2. Anos com menos de 50 sismos ficam de fora.

Os maiores sismos em Portugal desde 1915.

Magnitude da fonte de referência de cada sismo; no histórico mais antigo, do ISC.

datamagnitudelocalprofundidade
28/02/1969M7,8Azores-Cape St. Vincent Ridge19 km
1/01/1980M6,9Azores Islands8 km
27/12/1941M6,8Azores-Cape St. Vincent Ridge60 km
15/03/1964M6,6Strait of Gibraltar32 km
8/05/1939M6,6Azores Islands region10 km
11/07/1915M6,3Azores-Cape St. Vincent Ridge50 km
12/02/2007M6,2AZORES-CAPE ST. VINCENT RIDGE11 km
28/02/1969M6,1Azores-Cape St. Vincent Ridge30 km
6/09/1969M6,1Azores-Cape St. Vincent Ridge42 km
5/04/2007M6,1AZORES ISLANDS REGION13 km

Calculado a partir do catálogo do sismos.pt em 2/11/2026. Ligação para esta vista.