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2716 sismos no Continente nos últimos 10 anos.

O maior teve magnitude 5,4, a 26/08/2024, PORTUGAL.

Por cada sismo de magnitude 3, há cerca de 8 de magnitude 2.

É a lei de Gutenberg-Richter: os sismos pequenos são muito mais frequentes. Neste período, o valor b é 0,91 (± 0,03), com 1082 sismos acima de magnitude 2,3. A este ritmo, um sismo de magnitude 5 ou mais no Continente ocorre em média a cada 2,7 anos.

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A magnitude de completude (Mc) é a menor magnitude acima da qual o catálogo regista praticamente todos os sismos; estima-se pela curvatura máxima da distribuição, mais 0,2.

O valor b calcula-se por máxima verosimilhança (Aki-Utsu) com os sismos acima de Mc, e a incerteza pelo método de Shi e Bolt.

Os períodos de retorno saem da mesma lei, ajustada aos sismos acima de Mc. São médias de longo prazo, não previsões: dois sismos fortes podem ocorrer com dias de intervalo e depois passarem décadas sem nenhum.

Reamostrando o catálogo 100 vezes, o valor b fica em 0,91 ± 0,03.

A energia libertada nos últimos 10 anos espalhou-se por vários sismos: o maior, de magnitude 5,4, libertou 44%.

No total, cerca de 4,3 mil toneladas de TNT. A energia cresce cerca de 32 vezes por cada ponto de magnitude, por isso os sismos pequenos quase não contam.

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A energia de cada sismo estima-se a partir da magnitude com a relação de Gutenberg-Richter, log₁₀E = 1,5·M + 4,8 (E em joules). Uma tonelada de TNT são 4,184 GJ.

A curva soma a energia libertada por todos os sismos, por ordem de ocorrência.

Metade dos sismos ocorreu a menos de 17 km da superfície.

21% ocorreram nos primeiros 10 km da litosfera. Os sismos superficiais sentem-se mais perto do epicentro, mesmo com magnitude baixa. Em 84 sismos, a profundidade não foi determinada.

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Profundidade do hipocentro, o ponto onde a rotura começa, medida a partir da superfície.

Quando uma rede não consegue calcular a profundidade, fixa-a num valor (em geral 0 km). Esses sismos contam como profundidade não determinada e ficam fora do gráfico e da mediana.

A que horas ocorrem os sismos.

Contagem por hora local. A linha tracejada mostra quantos haveria em cada hora se se distribuíssem ao acaso ao longo do dia.

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Contagem por hora local do epicentro (hora de Lisboa).

As explosões em pedreiras, feitas em horário de trabalho, podem aparecer no catálogo como sismos.

Em 2017, o catálogo só registava com segurança os sismos acima de magnitude 2,2. Em 2026, a partir de 1,8.

Com mais estações e melhores redes, os sismos pequenos passaram a ser registados. Por isso as contagens de anos diferentes não se comparam diretamente.

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Para cada ano, a magnitude de completude estima-se pela curvatura máxima da distribuição de magnitudes, mais 0,2. Anos com menos de 50 sismos ficam de fora.

Os maiores sismos no Continente nos últimos 10 anos.

Magnitude da fonte de referência de cada sismo; no histórico mais antigo, do ISC.

datamagnitudelocalprofundidade
26/08/2024M5,4PORTUGAL16 km
13/06/2020M4,9AZORES-CAPE ST. VINCENT RIDGE60 km
4/09/2018M4,8NORTH ATLANTIC OCEAN10 km
7/11/2022M4,8AZORES-CAPE ST. VINCENT RIDGE30 km
17/02/2025M4,8PORTUGAL7 km
14/08/2022M4,7WEST OF GIBRALTAR30 km
15/01/2018M4,6PORTUGAL16 km
19/09/2022M4,5AZORES-CAPE ST. VINCENT RIDGE10 km
24/03/2025M4,4STRAIT OF GIBRALTAR10 km
1/01/2022M4,3STRAIT OF GIBRALTAR15 km

Calculado a partir do catálogo do sismos.pt em 2/11/2026. Ligação para esta vista.